Marcos de Moura é apontado pela Polícia Federal como o líder de um esquema de desvio de verbas públicas provenientes de emendas parlamentares, realizado por meio do superfaturamento de obras em contratos de licitação, principalmente em municípios da Bahia. O valor exato de R$ 1.433.460,00 foi destinado à MM Limpeza Urbana, empresa da qual José Marcos de Moura e Alexsandro Gonçalves de Moura são sócios, como “rendimentos de capital”.
Marcos Moura preso na operação Overclean
O repasse ocorreu no mesmo ano em que Marcos Moura fazia parte do diretório nacional do União Brasil e foi detido durante a operação Overclean, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União. Além dele, o vice-presidente do partido e pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto, recebeu R$ 5,4 milhões por meio da A&M Consultoria LTDA, enquanto o presidente da sigla, Antônio Rueda, recebeu R$ 6,4 milhões do Banco de Daniel Vorcaro. Ambos negam qualquer irregularidade nos pagamentos.
Esquema de propina e investigações
A investigação da Polícia Federal apontou que Marcos Moura atuava como intermediário entre empresários detidos e indivíduos ligados a governos estaduais, facilitando agendas e negociações. A operação Overclean revelou que verbas de projetos eram direcionadas a empresas previamente selecionadas, com recursos provenientes de emendas parlamentares.
O início das apurações sobre um suposto esquema de propina envolvendo Moura se deu após a Polícia Federal apreender R$ 1,5 milhão em espécie em um voo de Salvador para Brasília. A operação Overclean foi deflagrada pela primeira vez em 10 de dezembro de 2024, visando um possível desvio de R$ 1,4 bilhão do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) e foi encaminhada ao STF devido à participação de políticos com foro privilegiado.
Até o momento, a defesa de Marcos Moura não se pronunciou sobre o assunto.
(Foto: reprodução)

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